A federação entre o União Brasil e o Progressistas (PP), anunciada em agosto, ainda não foi oficializada e já enfrenta resistência interna, especialmente diante da proximidade do calendário eleitoral. O impasse nacional entre os líderes das siglas — o governador Ronaldo Caiado (União), que insiste em disputar a presidência, e o presidente do PP, Ciro Nogueira, que defende o nome de Tarcísio de Freitas (Republicanos) — tem causado reflexos políticos em vários estados, incluindo Mato Grosso do Sul.
A crise se intensificou após Ciro Nogueira omitir o nome de Caiado ao citar possíveis candidatos da direita, o que gerou uma dura resposta do governador de Goiás, que criticou a condução da federação e a influência de Ciro sobre as decisões partidárias.
Em Mato Grosso do Sul, lideranças do PP e do União Brasil tentam minimizar o conflito e garantem que o acordo segue firme. “Rueda e Ciro se entendem muito bem. Está 99% de boa”, afirmou uma liderança local. No entanto, caso o acordo fracasse, a aliança que sustenta o grupo governista — liderado por Eduardo Riedel (PP), Reinaldo Azambuja (PL) e Tereza Cristina (PP) — pode enfrentar dificuldades na montagem das chapas proporcionais.
O plano inicial é manter uma coligação enxuta com três partidos, mas MDB, PSD, Republicanos e PSDB disputam o espaço de terceiro integrante.
Sem a federação, o cenário eleitoral muda drasticamente: o União Brasil, sob liderança de Rose Modesto, precisaria reformular suas chapas para deputado federal e estadual. Rose, hoje considerada favorita na atual configuração, pode ser a mais prejudicada — e até cogitar mudança de sigla para garantir condições mais favoráveis na disputa.
A indefinição nacional, portanto, ameaça reconfigurar o equilíbrio político dentro da base de apoio ao governo de Mato Grosso do Sul, aumentando as incertezas na corrida eleitoral de 2026.
Redação CN67.
