A 30ª Conferência da ONU sobre Mudança do Clima (COP30) começou nesta segunda-feira (10) em Belém (PA), reunindo delegações de mais de 170 países até o dia 21. O principal foco das discussões é a eliminação gradual dos combustíveis fósseis e a adoção de medidas concretas para conter o aquecimento global.
Dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) mostram que as emissões globais de gases de efeito estufa atingiram recorde em 2024, com 57,7 bilhões de toneladas de CO₂ — alta de 2,3% em relação a 2023. Segundo o órgão, o planeta caminha para um aumento de 2,3°C até o fim do século, bem acima da meta de 1,5°C do Acordo de Paris.
O debate em Belém deve girar em torno da transição energética e do fim progressivo do petróleo, carvão e gás natural, temas que enfrentam resistência de países produtores. Também estão na pauta o combate ao desmatamento na Amazônia, o financiamento climático e planos de adaptação para minimizar os impactos da crise.
O Brasil tenta se posicionar como ponte diplomática entre países ricos e em desenvolvimento, mas especialistas cobram coerência entre discurso e prática, citando a recente autorização do Ibama para perfuração de petróleo na Foz do Amazonas.
Para organizações ambientais, o sucesso da COP30 depende da criação de planos claros para eliminar combustíveis fósseis e zerar o desmatamento, além de ampliar o financiamento climático e fortalecer a justiça social e de gênero nas políticas ambientais.
Redação CN67.
