Bipolaridade: compreender para viver melhor.

Mato Grosso do sul

Por: Dra. Viviane Maia.

A vida de quem convive com o Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) é marcada por intensas oscilações emocionais que vão muito além das variações de humor comuns do dia a dia. Trata-se de uma condição psiquiátrica que afeta profundamente os pensamentos, comportamentos e relações interpessoais.

Enquanto em alguns momentos a pessoa pode apresentar energia elevada, impulsividade e euforia (fase maníaca), em outros pode mergulhar em tristeza profunda, desânimo e perda de interesse (fasedepressiva).

 Essas mudanças podem ocorrer de forma repentina e interferem diretamente na rotina, nas relações afetivas, no desempenho profissional e até na autoestima.

Como a bipolaridade afeta o dia a dia Durante os episódios de mania, é comum a pessoa:

Falar rapidamente e ter dificuldade em manter o foco;

Gastar dinheiro de forma impulsiva;

Dormir pouco e sentir-se excessivamente confiante;

Tomar decisões sem avaliar consequências.

Já nos episódios depressivos, surgem:

Cansaço extremo e falta de energia;

Dificuldade de concentração;

Sentimentos de culpa e inutilidade;

Pensamentos negativos ou até autodestrutivos.

Essas mudanças não ocorrem por “falta de controle” ou “drama”, mas sim por alterações químicas no cérebro. Reconhecer isso é essencial para reduzir o estigma e buscar ajuda profissional.

 Dicas para lidar e perceber o transtorno;

Busque diagnóstico precoce: O acompanhamento psiquiátrico e psicológico é fundamental. O diagnóstico correto ajuda a reduzir crises e melhorar a qualidade de vida.

Mantenha uma rotina equilibrada: Regular o sono, alimentação e horários ajuda o cérebro a manter estabilidade emocional.

Evite o uso de álcool e drogas: Essas substâncias podem agravar os sintomas e dificultar o controle do transtorno.

Crie uma rede de apoio: Familiares e amigos informados podem ser aliados importantes no manejo das crises.

Faça psicoterapia: A terapia ajuda a compreender os gatilhos, reconhecer sinais de mudança de humor e desenvolver estratégias de enfrentamento.

Monitore seu humor: Anotar sentimentos e variações diárias ajuda a perceber padrões e prevenir recaídas.

Pratique o autocuidado: Atividades físicas, momentos de lazer e relaxamento são fundamentais para manter o equilíbrio emocional.

A bipolaridade não define quem a pessoa é. Com tratamento, acompanhamento adequado e apoio social, é possível levar uma vida plena, produtiva e com propósito. O mais importante é entender que o transtorno tem tratamento  e que o conhecimento é o primeiro passo para o acolhimento.

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