A trajetória de um educador, que transforma sonhos em igualdade.

Mato Grosso do sul

Por: Érika Costa Lima.

Felipe Augusto da Costa Souza, 34 anos, nascido em Presidente Epitácio, interior de São Paulo,construiu uma trajetória marcada por propósito, resistência e compromisso social. Graduado em Educação Física e Pedagogia. Felipe, acredita que a educação é o ponto de partida para todas as transformações. Há 10 anos, atua servidor da Secretaria Municipal de Educação. É reconhecido por seu olhar sensível e inovador,dentro e fora das escolas.

Sua trajetória destacou-se em 2016, quando assumiu o cargo de técnico da Divisão de Esporte, Arte e Cultura. Foi lá que idealizou o Projeto Arte com Pneus, uma iniciativa que ultrapassou os muros escolares e se transformou em Lei nº 6.035/18, consolidando uma proposta que une sustentabilidade, arte e aprendizado.

Desde então, Felipe, vem ampliando seu alcance e impacto. Atuou como técnico da Educação Infantil e, posteriormente, como gestor da Divisão de Políticas Específicas de Educação, liderando pautas que promovem o respeito, a inclusão e a valorização das diferenças.

Especialista em Educação Infantil, Coordenação Pedagógica e Gestão Escolar, Felipe carrega no olhar o compromisso com uma escola viva, plural e transformadora. Sua voz ecoa com força também nos espaços de representatividade.

Atualmente está como Presidente do Conselho Municipal dos Direitos do Negro (CMDN);  delegado nacional da Conferência LGBTQIAPN+ da população negra;  delegado estadual da Conferência da Promoção da Igualdade Racial.

Formado para a Docência nas Relações Étnico-Raciais e Quilombolas, Felipe é hoje uma das principais referências do movimento negro de Campo Grande, fazendo da educação um instrumento de luta e libertação.

Em suas palavras, “fortalecer a identidade negra é inegociável. Porque quando a gente reconhece quem é, ninguém mais pode definir o nosso lugar.”

E ele segue firme, movido pela certeza de que sua caminhada está apenas começando.

“Não vou parar por aqui. Enquanto houver resistência e barreiras impostas pelo racismo, estarei na luta, provando que a cor da pele nunca foi, e nunca será um limite, mas sim o símbolo da nossa força e da nossa história.”

Costa, representa uma geração que entende que sonhar é um ato político, e que transformar a realidade é o verdadeiro sentido da educação.

” Quando um corpo negro ocupa espaços de poder, ele não chega sozinho, ele abre caminhos para que muitos outros passem”

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