A população de Aparecida do Taboado tem demonstrado crescente insatisfação com a situação da saúde no município. Além da ausência de um obstetra, que afeta diretamente gestantes e compromete o acompanhamento adequado, moradores denunciam longas esperas na FESAT (Fundação Estatal de Saúde de Aparecida do Taboado), onde pacientes chegam a aguardar até seis horas por atendimento, especialmente nos períodos de maior demanda.
As queixas apontam que o problema é recorrente e atinge pessoas com diferentes níveis de urgência. A demora tem provocado lotação na recepção, desconforto e desgaste emocional entre aqueles que dependem exclusivamente da unidade.
Durante a sessão da Câmara Municipal realizada nesta segunda-feira (8), vereadores cobraram publicamente um posicionamento e ações imediatas para melhorar a saúde no município. A vereadora Patrícia da Saúde fez um desabafo contundente ao abordar o tema: “Parece que estou nadando, nadando e morrendo na praia. Cobro, cobro e nada muda. Entra e sai gestão da FESAT e nada muda.”
A reportagem também ouviu o vereador Matheus Costa, que acompanha as reclamações desde as primeiras denúncias. Ele reforçou a urgência da situação: “A saúde do nosso município precisa de atenção imediata. Temos recebido inúmeros relatos de moradores que enfrentam longas horas de espera e dificuldades no atendimento. É fundamental que a FESAT apresente medidas concretas para melhorar esse cenário. Saúde é um direito essencial, e sempre tratei esse tema como uma das minhas prioridades. Continuarei acompanhando de perto e cobrando soluções que garantam um serviço digno para toda a população.”
A expectativa é de que novos desdobramentos ocorram nos próximos dias, à medida que vereadores intensificam a fiscalização e a população segue cobrando melhorias urgentes no atendimento.
A FESAT foi procurada pela reportagem às 14h21 desta terça-feira (9), por WhatsApp. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno. O conteúdo será atualizado caso a instituição se manifeste.
Redação CN67.
