O ex-presidente Jair Bolsonaro completou nesta quarta-feira (12) 100 dias em prisão domiciliar. Ele aguarda a decisão da Justiça sobre uma possível transferência para o Complexo Penitenciário da Papuda, onde deverá cumprir pena de 27 anos e três meses em regime fechado.
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto, após descumprir medidas cautelares. Na próxima semana, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve abrir novo prazo para que a defesa apresente recursos adicionais. Segundo aliados, a tendência é de nova derrota.
Caso os recursos sejam rejeitados, o processo pode chegar ao “trânsito em julgado” até dezembro, quando a pena começará a ser executada. Com o projeto de anistia parado no Congresso, aliados buscam outras alternativas jurídicas.
O governo do Distrito Federal demonstrou preocupação com as condições de saúde do ex-presidente, que enfrenta episódios de soluços, vômitos e mal-estar. A vice-governadora Celina Leão defendeu que Bolsonaro continue em prisão domiciliar, alegando idade avançada, histórico de cirurgias e dieta restrita.
Enquanto isso, a senadora Damares Alves solicitou autorização para visitar o presídio, que já recebeu outros políticos condenados. O deputado distrital Fábio Félix (PSOL-DF), por sua vez, cobrou isonomia no tratamento dado ao ex-presidente, defendendo que todos os detentos com problemas de saúde sejam igualmente avaliados.
O vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), afirmou que, mesmo diante da gravidade da situação, uma eventual prisão poderia fortalecer politicamente Bolsonaro, comparando o cenário ao episódio da facada em 2018.
Redação CN67
