O Brasil está na moda e não apenas nas passarelas. Nossa cultura, culinária, música e cinema estão, definitivamente, sob os holofotes do mundo.
Por Andy Duarte
Ontem, conquistamos um Grammy de Melhor Álbum de Música Global com Caetano e Bethânia Ao Vivo, celebrando dois dos maiores nomes da nossa música. Poucas semanas antes, o cinema brasileiro também brilhou ao levar duas estatuetas em categorias de peso no Globo de Ouro, considerado a segunda maior premiação do cinema mundial. O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, venceu como Melhor Filme em Língua Não Inglesa, e Wagner Moura levou o prêmio de Melhor Ator em Filme de Drama.
Não por acaso, a nossa cultura também invadiu a moda internacional. Marcas como a Rabanne prestaram tributo ao funk do Rio de Janeiro em suas coleções, enquanto o chamado Brasil Core ganha força em grifes estrangeiras, com peças que exploram as cores, os símbolos da nossa bandeira e elementos marcantes da identidade nacional.
Nas redes sociais, o fenômeno se repete: estrangeiros compartilham experiências de viagem pelo Brasil e se encantam com a diversidade cultural, a hospitalidade, o idioma, a culinária, as belezas naturais e até com a limpeza e educação do nosso povo. O turismo brasileiro vive um momento de alta e não é exagero afirmar isso.
O mundo parece obcecado pelo Brasil justamente por aquilo que temos de mais valioso: abundância e autenticidade. Em um cenário global cada vez mais frio, genérico e uniforme, a nossa diversidade se destaca como riqueza e diferencial competitivo, atraindo olhares de todos os segmentos.

Esse movimento cultural não é apenas simbólico. Ele impulsiona a economia, aumenta investimentos estrangeiros, gera renda, empregos e novas oportunidades de crescimento. Diante disso, fica a reflexão: se o amor pelo nosso país gera desenvolvimento e reconhecimento, por que ainda vemos tantos brasileiros falando mal da própria cultura? Talvez seja hora de nos tornarmos mais patriotas, não no discurso vazio, mas no orgulho consciente e aprender a enaltecer a nossa própria morada.
