BRASÍLIA (DF): Toffoli admite ser sócio de empresa que negociou com cunhado de dono do Banco Master.

Política

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, confirmou em nota oficial que é sócio da empresa Maridt, que realizou operações envolvendo participações no resort Tayayá, no Paraná. Parte dessas negociações ocorreu por meio de fundos que tiveram como comprador Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

De acordo com o gabinete do ministro, a Maridt é uma empresa familiar, constituída como sociedade anônima de capital fechado. Toffoli integra o quadro societário, mas a administração da empresa é exercida por parentes. A nota ressalta que a participação do ministro ocorre em conformidade com a Lei Orgânica da Magistratura, que permite ao magistrado integrar sociedade empresarial e receber dividendos, desde que não exerça função de gestão.

Em manifestação anterior no plenário da Corte, Toffoli já havia defendido a legalidade de sua participação societária, afirmando que não atua como administrador da empresa.

Sobre as operações, o ministro informou que a Maridt integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025. Segundo a nota, a saída ocorreu por meio de duas transações: a venda de cotas ao Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e a alienação do saldo remanescente à PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025. O gabinete destacou ainda que as operações foram declaradas à Receita Federal e realizadas a valor de mercado.

Pressionado a deixar a relatoria da ação que trata da compra do Banco Master pelo BRB, Toffoli afirmou que o processo foi distribuído a ele em 28 de novembro de 2025, quando a Maridt já não integrava mais o grupo Tayayá. O ministro também declarou desconhecer o gestor do Fundo Arllen e negou qualquer relação de amizade com Daniel Vorcaro. Segundo ele, jamais recebeu valores de Vorcaro ou de Fabiano Zettel.

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