O adolescente de 17 anos que morreu após confronto com o Batalhão de Choque da Polícia Militar, na madrugada desta terça-feira (25), na Rua Wega Neri, bairro Portal Caiobá, em Campo Grande, era um dos envolvidos na execução registrada no Jardim Nhanhá, em 6 de setembro deste ano.
De acordo com a polícia, há cerca de 10 dias os militares receberam uma denúncia anônima informando que o jovem estaria escondido em uma residência na Rua Haroldo Rondon, no Jardim Centenário. Durante patrulhamento, os policiais avistaram dois suspeitos que correram para dentro de um imóvel ao perceberem a aproximação da viatura. A dupla ignorou a ordem de parada, e a equipe confirmou que um dos fugitivos era o adolescente procurado.
Na noite de ontem, nova denúncia anônima levou o Batalhão de Choque até outra casa, desta vez na Rua Wega Neri, onde uma mulher estaria abrigando um foragido da Justiça. Ao chegarem ao local, os policiais foram recebidos por uma adolescente de 17 anos, acompanhada de um homem ainda não identificado.
Enquanto a equipe realizava a abordagem, outro indivíduo foi visto fugindo pelos fundos da residência, levantando suspeitas. Durante buscas externas, os militares encontraram indícios de acesso recente ao telhado. Em nova varredura, localizaram um homem agachado sobre a estrutura.
Ao receber ordem de abordagem, o suspeito levantou-se segurando um revólver e apontou a arma para um dos policiais. Diante da ameaça iminente, a equipe reagiu, efetuando disparos. O adolescente então se lançou do telhado para o quintal vizinho, ainda armado. Mesmo ferido, continuou tentando fugir, e mais dois disparos foram realizados. Ele soltou o revólver, mas caiu ao tentar pular um muro.
O jovem foi socorrido e levado ao Hospital Regional, onde não resistiu aos ferimentos.
Dentro da residência, os policiais ainda abordaram um rapaz de 18 anos. Com ele e no interior do imóvel, foram encontradas sete porções de maconha, totalizando 138 gramas. O jovem recebeu voz de prisão por tráfico de drogas.
O caso foi registrado como tráfico de drogas, morte decorrente de intervenção legal, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e homicídio simples na forma tentada.
Fonte: Top Mídia News.
