Carlos Bolsonaro diz que ex-presidente está fragilizado emocionalmente e critica medidas da PF.

Política

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (25) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está “devastado psicologicamente” e atravessando um período de grande fragilidade emocional durante sua permanência na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Segundo ele, Bolsonaro tem se alimentado pouco e chegou a chorar durante a visita de 30 minutos autorizada pela PF — tempo que, de acordo com o vereador, foi rigidamente cronometrado.

Carlos classificou o processo contra o pai como “uma injustiça gigantesca” e destacou a preocupação da família com o estado físico e emocional do ex-chefe do Executivo. “Ele está extremamente sensível. Chorou na visita, e a gente precisa manter ele de pé”, afirmou.

Críticas à tornozeleira eletrônica

O vereador voltou a criticar a decisão judicial que determinou o uso de tornozeleira eletrônica pelo ex-presidente. Segundo ele, Bolsonaro não deveria estar submetido à medida, pois não teria sido denunciado no processo que originou a ordem. Carlos também negou que houvesse qualquer tentativa de fuga, argumentando que o equipamento não foi rompido e que, após ser substituído, Bolsonaro “voltou a dormir normalmente”.

Ele classificou o caso como “um circo armado” e questionou as acusações relacionadas a uma suposta tentativa de golpe. “Cadê a minuta? Eu não vi minuta”, declarou.

Saúde emocional e crises de soluço.

Outro ponto de preocupação da família, segundo Carlos, são frequentes crises de soluço enfrentadas por Bolsonaro, inclusive durante o sono. Para o vereador, isso representa risco e exige atenção do Estado. “A saúde emocional dele vem sendo desgastada há muito tempo. Isso é premeditado”, afirmou.

Rotina e alimentação.

Carlos relatou que Bolsonaro passa os dias lendo, assistindo televisão e descansando, mas comendo pouco. “Não tem como você saber que não cometeu um crime e achar isso normal. Uma hora isso vai acabar desaguando num momento ruim para ele”, disse.

Vigília diante da residência.

O vereador também comentou a vigília realizada em frente à residência do ex-presidente, citada pela PF como indício de risco de fuga. Carlos afirmou que o ato teve caráter religioso e defendeu a liberdade de culto. Ele disse ainda que não conversou com o pai sobre o eventual temor de ser transferido para a penitenciária da Papuda.

Redação CN67.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *