O Brasil fecha um ano histórico nas exportações de carne bovina, mas ainda sem garantia de tranquilidade para 2026. A China, maior compradora da proteína nacional, prorrogou para janeiro de 2026 a investigação que pode resultar em salvaguardas como cotas e tarifas para conter o aumento das importações.

De janeiro a outubro, o país embarcou 2,79 milhões de toneladas para mais de 160 destinos, somando US$ 14,31 bilhões, quase metade direcionada ao mercado chinês. A expectativa do setor é encerrar 2025 com recorde de 3 milhões de toneladas exportadas globalmente, sendo 1,6 milhão apenas para a China.

Nos bastidores, são avaliados dois cenários: um com cotas proporcionais aos fornecedores, considerado menos prejudicial ao Brasil; outro com controle rígido pela Alfândega chinesa, visto como ameaça à previsibilidade do comércio.
O agronegócio brasileiro argumenta que sua carne complementa e não compete com a indústria local chinesa, já que grande parte é usada para processamento. Caso a decisão seja muito negativa, o país poderá recorrer à Organização Mundial do Comércio.

Mesmo com as incertezas, o Brasil segue líder global, sustentado pela demanda chinesa e pela força do campo que abastece o prato do gigante asiático.
CN67 Rural
