Por: Fabiana Widal
Aprender não acontece apenas na mente, acontece no coração. Nenhum conteúdo é realmente absorvido quando a criança não se sente segura, acolhida e confiante. Por isso, antes de ensinar, é preciso construir vínculo.
E é nesse espaço de confiança que o aprendizado floresce. A neurociência já comprovou que emoções e aprendizagem caminham juntas.
Quando uma criança se sente ansiosa, pressionada ou com medo de errar, o cérebro entra em modo de defesa, e o aprendizado simplesmente não acontece.
Por outro lado, quando há afeto, acolhimento e incentivo, o cérebro libera dopamina e outros neurotransmissores que favorecem a memória, a atenção e a criatividade. O professor e o “mediador pedagógico” têm, portanto, um papel que vai além do conteúdo: são facilitadores de experiências emocionais positivas.
O afeto não substitui o ensino, mas dá sentido ao processo de aprender. Ensinar com empatia é preparar o terreno para que o conhecimento floresça.
Precisamos entender e acreditar que toda criança aprende desde que se sinta amada, respeitada e compreendida em seu ritmo.
Educar com afeto é reconhecer que o aprendizado é um encontro: entre o saber e o sentir.
Porque, no fim das contas, ninguém esquece de quem acreditou na gente.
