Com foco em acolhimento, empoderamento e transformação social, o EJA Mulher – Educação de Jovens e Adultos vem mudando a realidade de dezenas de mulheres em Campo Grande. O projeto, criado em 2024 como piloto, hoje atende 145 alunas em situação de vulnerabilidade, oferecendo ensino gratuito, qualificação profissional e apoio emocional — além de um espaço seguro para que as mães possam estudar enquanto os filhos são cuidados.
Conciliar filhos, trabalho e estudos é um desafio diário. Para muitas mulheres que enfrentam a pobreza ou a violência doméstica, esse desafio é ainda maior. O EJA Mulher nasceu justamente para romper barreiras e criar oportunidades, proporcionando educação humanizada e emancipadora.
Atualmente, o programa está presente em três escolas estaduais:
- EE Marçal de Souza Tupã-Y, no Jardim Los Angeles;
- EE José Ferreira Barbosa, na Vila Bordon, com uma turma voltada ao EJA Mulher Indígena;
- EE Vereador Cristóvão Silveira, no Jardim Noroeste, que se tornou referência no projeto, com cinco turmas e uma sala de acolhimento infantil para os filhos das alunas.
“O conhecimento só tem sentido quando dialoga com a vida de quem aprende. Essas mulheres são batalhadoras e merecem essa oportunidade”, destaca a professora Flávia Vilela, da EE Cristóvão Silveira.
Histórias de superação inspiram o dia a dia das turmas. Beatriz Resende de Barros, de 26 anos, voltou a estudar com o filho de quatro meses no colo. “Quero mostrar para meus filhos que nunca é tarde para recomeçar”, afirma.

Lucinéia Procópio, de 38 anos, mãe solo e cuidadora de idosos, sonha com uma faculdade de Agronomia: “Estudar me deu esperança e força para continuar”.
Já Joanice Lopes Miranda, de 51 anos, se mudou de bairro para realizar o sonho de estudar: “Essa escola representa sonho, realização e conquista”.
Mais que alfabetizar, o EJA Mulher promove autonomia, respeito e igualdade de gênero. As aulas combinam conteúdos do ensino fundamental com atividades práticas, escuta ativa e brinquedoteca, garantindo aprendizado significativo e permanência escolar.
O projeto é um exemplo de política pública que acolhe e transforma, reafirmando que a educação é o caminho para a liberdade e a reconstrução de vidas.
📘 Sobre o EJA Mulher
- Criação: 2024 (projeto-piloto)
- Público-alvo: mulheres a partir de 16 anos em situação de vulnerabilidade social
- Número de alunas (2025): 145
- Escolas participantes: EE Marçal de Souza Tupã-Y, EE José Ferreira Barbosa (EJA Mulher Indígena) e EE Vereador Cristóvão Silveira
Fonte: ms.gov.br | Fotos: Ewerton Pereira/Secom e Jackeline Oliveira/SED
