O modelo de jornada conhecido como escala 6×1, em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e descansa apenas um, começa a ser substituído em diversos setores do mercado brasileiro. A mudança surge após debates entre sindicatos, empresas e autoridades trabalhistas e é considerada uma das transformações mais relevantes na organização do trabalho nas últimas décadas.
A revisão do modelo é motivada por denúncias de desgaste físico e mental, pressões sindicais, estudos que apontam queda de produtividade em jornadas prolongadas e pela crescente valorização do bem-estar. Também pesa o alinhamento com padrões internacionais, que priorizam jornadas mais flexíveis.
O fim da escala 6×1 não implica, necessariamente, redução da carga horária semanal, mas uma redistribuição dos dias trabalhados. Entre os formatos em discussão estão as escalas 5×2, 4×2 e turnos alternados, exigindo reorganização interna das empresas.
Trabalhadores veem a mudança como avanço na qualidade de vida, enquanto empresas reconhecem os benefícios, mas pedem prazo para adaptação, sobretudo em setores que funcionam de forma contínua. Especialistas avaliam que jornadas mais equilibradas tendem a reduzir afastamentos, melhorar o clima organizacional e elevar a produtividade.
Para analistas, a transição marca um novo capítulo nas relações trabalhistas no país, com foco em equilíbrio entre eficiência econômica, saúde e dignidade no trabalho.
Redação CN67
