O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a principal medida da inflação do país, registrou alta de 0,09% em outubro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo das projeções do mercado, que estimavam avanço em torno de 0,15%.
A queda nas tarifas de energia elétrica foi um dos principais fatores que contribuíram para o índice mais baixo. O recuo refletiu a redução no custo de geração e a manutenção da bandeira tarifária verde, que indica ausência de cobrança extra na conta de luz. Esse movimento ajudou a conter a alta de outros grupos, como alimentação e transportes, que tiveram variações positivas no mês.
Com o resultado de outubro, o IPCA acumula alta de 3,76% em 12 meses, permanecendo dentro da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Entre os grupos que mais pressionaram o índice estão alimentação e bebidas, impulsionados pela alta nos preços de itens como arroz e batata, e saúde e cuidados pessoais, com reajustes em produtos de higiene e medicamentos. Já habitação e energia elétrica registraram deflação, contribuindo para a desaceleração do IPCA.
Economistas avaliam que o dado reforça o cenário de inflação controlada e mantém espaço para o Banco Central continuar com o ciclo de redução da taxa Selic, embora de forma mais cautelosa diante das incertezas do cenário externo e do comportamento do câmbio.
Redação CN67.
