MIRANDA (MS): Moradores do distrito Salobra relatam crise no abastecimento e cobram solução para falta de água.

Mato Grosso do sul

Em meio ao Pantanal, considerado a maior planície alagada do planeta, moradores do povoado de Salobra, distrito de Miranda (MS), afirmam enfrentar dificuldades recorrentes no acesso à água potável. A situação, segundo relatos da comunidade, se arrasta há alguns anos e teria se agravado nos períodos de fim de primavera e início do verão.

De acordo com os residentes, o abastecimento já ocorria de forma restrita, com liberação de água nas torneiras por cerca de três horas diárias. Assim, quem não conseguisse armazenar o volume disponibilizado ficaria sem água ao longo do restante do dia. Ainda conforme os moradores, atualmente os poços que atendem o povoado teriam apresentado redução significativa ou interrupção no fornecimento, o que, em determinados dias, resultaria na ausência total de água nas residências.

Como medida emergencial, a Prefeitura de Miranda tem enviado caminhões-pipa para abastecer as caixas d’água das casas, prática que, segundo a comunidade, ocorre desde 2021. Os moradores relatam que a alternativa, embora importante em caráter imediato, não resolveria de forma definitiva o problema. Há ainda relatos de famílias que teriam permanecido até dois dias consecutivos sem abastecimento nos meses de novembro e dezembro de 2025 e também em janeiro de 2026.

Segundo informações apresentadas pelos próprios moradores, o primeiro pedido formal por caminhão-pipa teria sido registrado em 21 de setembro de 2021. Posteriormente, em 18 de dezembro de 2025, representantes da comunidade voltaram a buscar providências junto aos órgãos competentes para relatar a situação e solicitar encaminhamentos. Até o momento, conforme afirmam, não houve retorno formal.

A comunidade defende a adoção de medidas estruturais que garantam regularidade e segurança hídrica ao distrito, reduzindo a dependência de ações emergenciais.

A reportagem esclarece que as informações acima têm como base relatos de moradores e documentos mencionados pela comunidade. A Prefeitura de Miranda foi procurada para se manifestar sobre a situação, mas até o momento não houve resposta. O espaço segue aberto para posicionamento oficial.

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