A menos de quatro meses do Mundial, a participação da seleção do Irã na próxima Copa do Mundo da FIFA passou a ser discutida nos bastidores da FIFA.
Oficialmente, a entidade trabalha para manter os iranianos no torneio. No entanto, a escalada da guerra no Oriente Médio, com ataques envolvendo Estados Unidos e Israel, além da possibilidade de retaliação iraniana contra países da região, como Catar e Arábia Saudita, tornou o cenário imprevisível.
Nos bastidores, dois cenários são considerados pela entidade.
O primeiro, visto como pouco provável, seria uma decisão política do presidente Donald Trump de barrar a entrada da delegação iraniana no país. A medida criaria um raro conflito entre o país-sede e a Fifa, que não aceita interferência externa na organização do torneio. O segundo cenário é considerado mais realista: um possível boicote do próprio Irã ao Mundial como resposta à crise. Nesse caso, a seleção poderia abrir mão da vaga, mesmo correndo o risco de multa milionária e suspensão em competições internacionais.
Se isso ocorrer, o regulamento permite que a Fifa escolha quem herdará a vaga. A solução mais natural seria manter a vaga com outra seleção da Ásia.
Nesse contexto, a seleção do Iraque surge como principal candidata. A equipe disputará no fim de março uma repescagem mundial no México contra o vencedor do confronto entre Bolívia e Suriname. Caso o Iraque perca e fique fora da Copa, se tornaria o favorito a herdar a vaga iraniana. Se vencer e garantir a classificação em campo, o lugar poderia ficar com os Emirados Árabes Unidos, melhor asiático das Eliminatórias que não se classificou.
Outra possibilidade em análise seria dar a vaga ao perdedor da repescagem Bolívia ou Suriname em um modelo semelhante ao “perdedor de sorte”, utilizado em torneios de tênis quando um participante desiste.
Enquanto o conflito no Oriente Médio segue sem solução clara, a Fifa tenta ganhar tempo e torce para que o Irã dispute normalmente o Mundial. Nos bastidores, porém, já começaram as discussões sobre quem poderia herdar uma eventual vaga inesperada.
