Por: Júnior Borges.
Tia Eva, nome da comunidade Quilombola, Eva Maria de Jesus escravizada e nascida em Goiás, chegou as terras Sul-Mato-Grossenses para fazer história, transformar uma região, deixar seu legado e ter 120 anos depois de sua chegada, o devido reconhecimento.

Com a alforria ofertada pela Lei Áurea de 1888, Eva na ocasião com 41 anos permaneceu no trabalho braçal que exercia antes da lei, mas jamais por vontade e sim por necessidade. Em ainda mais difíceis que o atual para população negra, Eva não tinha recursos para se manter, porém era conhecida por ter um “dom” de cura, segundo relatos, e assim recebia doações em virtude de seus atendimentos. Ao somar as doações e se juntar com outros ex-escravizados, Eva e os mesmos partiram rumo ao Mato Grosso, região que hoje é Mato Grosso do Sul.
Após desenvolver diversas funções e profissões, Eva, segundo relatos, adquiriu a região que hoje está afixada a Comunidade Tia Eva, local este de descendência, resistência, combate, história, força e continuidade.

Ter o sangue de Eva, símbolo de Campo Grande, traz a muitos a certeza que a história do país corre fortemente nas veias de seus descendentes, e mais, a necessidade de ser combativo faz desse povo um símbolo real da Cidade Morena e que não podem ser esquecidos.
A vida de Eva segue ativa em memórias e vínculos sanguíneos, mas cabe a população local ter a mesma como base histórica da evolução da Vila Santo Antônio para Capital Campo Grande, pois, existe sim mão negra na criação de Campo Grande e a dona é Eva.
