Por: Felipe Augusto.
Ida Garcia é daquelas jornalistas que atravessam gerações sem perder a essência. Com mais de 30 anos de dedicação à comunicação, ela construiu uma trajetória marcada pela firmeza, sensibilidade e compromisso com a verdade. Mulher atuante, respeitada e profundamente conectada às pautas sociais, Ida se tornou referência no jornalismo sul-mato-grossense, abrindo caminhos, inspirando novas vozes e mostrando, todos os dias, a força de quem acredita no poder da informação para transformar realidades.

Ao longo de sua carreira, Ida viveu mudanças tecnológicas, políticas e culturais, mas manteve intacta a paixão por comunicar, seja contando histórias, abrindo diálogos ou amplificando vozes que por muito tempo foram silenciadas. Sua presença é contundente: é mulher, é profissional, é resistência e é história viva do jornalismo.
Nesta entrevista, ela fala sobre trajetória, representatividade, desafios e os rumos do jornalismo que constrói todos os dias.
Ida, olhando para a sua trajetória no jornalismo, quais foram os momentos decisivos que moldaram a profissional que você é hoje?
Minha caminhada foi marcada por decisões que exigiram coragem e reinvenção. Chegar a Campo Grande ainda jovem, começar como repórter de TV em 2000 e atuar em emissoras como Record, TV Pantanal/Uniderp, Band MS, TV UFMS e TV Educativa foram experiências que moldaram meu olhar e consolidaram minha identidade profissional.
Com o tempo, expandi meu trabalho para campanhas, documentários e gestão de equipes, o que ampliou meu repertório. A criação da MS Comunicação marcou uma virada de autonomia e maturidade, unindo jornalismo, marketing e estratégia de forma integrada.

Em um cenário onde a representatividade ainda é um desafio, como você percebe sua presença no jornalismo sul-mato-grossense?
Vejo minha presença como parte de um movimento firme de mulheres que ocuparam espaços não pelo título, mas pelo trabalho e pela sensibilidade. Vinda de uma família simples, sempre soube que estar nas redações era também representar acesso e resistência.
Atuo com consciência de que minha voz abre caminhos para outras mulheres e jovens profissionais. Representatividade, para mim, vai além do discurso: é prática diária e comprometida.
Quais foram as maiores barreiras que você enfrentou ao longo da sua jornada?
Enfrentei barreiras invisíveis: provar competência, entregar sempre mais, manter ética num cenário repleto de atalhos e equilibrar a intensidade da profissão com a vida pessoal.
A maternidade também trouxe desafios, equilibrar trabalho e presença para o Miguel, mas o apoio da minha família tornou a caminhada possível.
Essas dificuldades me ensinaram que comunicar não é só informar: é sentir, humanizar e olhar com verdade para cada história.
O que você considera ser o diferencial que faz o público confiar no seu trabalho?
Creio que meu diferencial está na união entre técnica e sentimento. Eu mergulho profundamente nas histórias, respeito cada pessoa diante da câmera ou do meu texto e trato cada entrega com cuidado e verdade.
Acredito que o público percebe que não faço comunicação por vaidade, mas por vocação. Meu compromisso sempre foi o mesmo: respeitar cada pauta e cada pessoa. É essa entrega inteira que sustenta minha credibilidade ao longo dos anos.
Olhando para o futuro, quais são os projetos e sonhos que ainda movem sua trajetória?
Tenho três focos principais: inovação, formação e legado. Quero fortalecer ainda mais a MS Comunicação, ampliar projetos de assessoria política, marketing estratégico e narrativas institucionais.
Pretendo criar iniciativas de mentoria para jovens profissionais, especialmente aqueles que chegam cheios de vontade, mas sem portas abertas — como um dia eu também fui.
Hoje, integro a TV O Estado Play, multiplataforma do jornal O Estado, que representa um novo momento da comunicação: TV, streaming, redes sociais e conteúdos digitais convivendo no mesmo lugar. É uma experiência transformadora. Meu maior sonho é continuar contando histórias que importam, com ética, coragem e humanidade.

Assinar “Ida Garcia” é afirmar uma trajetória guiada pela gratidão, pela origem e pela coragem de seguir sempre em movimento.
