O Papa Leão XIV declarou, nesta quarta-feira (12), que as supostas aparições de Jesus Cristo relatadas por uma moradora da cidade de Dozule, no norte da França, não possuem caráter sobrenatural.
A decisão foi confirmada pelo Dicastério para a Doutrina da Fé, órgão do Vaticano responsável por zelar pela autenticidade dos ensinamentos da Igreja Católica.
Segundo registros, uma mulher católica afirmou ter visto Jesus 49 vezes entre 1972 e 1978, relatando que Ele teria transmitido mensagens e pedido a construção de uma cruz de 7,38 metros em uma encosta local.
Em documento oficial, o Vaticano foi categórico:
“A opinião das supostas aparições deve ser considerada, definitivamente, como de origem não sobrenatural, com todas as consequências que decorrem dessa determinação.”
Entre as mensagens desacreditadas estão previsões sobre o fim do mundo antes do ano 2000, o que, segundo o texto, demonstra a ausência de fundamento espiritual nas visões.
A nota ainda reforça que o Vaticano segue um processo rigoroso de análise de relatos de aparições religiosas, a fim de preservar a fé e evitar distorções de caráter político ou comercial.
“A cruz não precisa de 7,38 metros de aço ou concreto para ser reconhecida: ela é erguida toda vez que um coração, movido pela graça, se abre para o perdão”, acrescenta o comunicado.
Entre as aparições oficialmente reconhecidas pela Igreja estão:
- Nossa Senhora de Guadalupe (México, 1531)
- Nossa Senhora de Lourdes (França, 1858)
- Aparições de Jesus à irmã Faustina Kowalska (Polônia, década de 1930)
O texto também recorda que, conforme recente orientação doutrinária, Maria não deve ser chamada de “corredentora”, uma vez que a redenção da humanidade, segundo a fé católica, é atribuída exclusivamente a Jesus Cristo.
Redação CN67
